Tiros são disparados dentro do Senado das Filipinas em ação para prender senador; VÍDEO

Tiros são disparados no Senado das Filipinas em ação para prender senador Vários tiros foram disparados dentro do Senado das Filipinas nesta quarta-feira (1...

Tiros são disparados dentro do Senado das Filipinas em ação para prender senador; VÍDEO
Tiros são disparados dentro do Senado das Filipinas em ação para prender senador; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Tiros são disparados no Senado das Filipinas em ação para prender senador Vários tiros foram disparados dentro do Senado das Filipinas nesta quarta-feira (13) em uma operação realizada para tentar prender um senador que teve um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ronald dela Rosa, que é acusado pelo TPI de crimes contra a humanidade por supervisionar a guerra às drogas do ex-presidente filipino Rodrigo Duterte, está sob custódia protetiva do Senado desde segunda-feira (11). Na data, ele protagonizou uma fuga digna de filme, sendo perseguido por agentes por corredores e escadas do prédio, até conseguir se refugiar em seu gabinete para evitar a prisão (veja no vídeo abaixo). Mais cedo, em uma transmissão ao vivo no Facebook, o parlamentar disse ter recebido informações de que agentes estavam a caminho para prendê-lo e pediu ao público que comparecesse ao local para protestar contra a ação e impedir que ele fosse levado. "Estou apelando a vocês, espero que possam me ajudar. Não permitam que outro filipino seja levado a Haia", disse ele na rede social, pouco depois de falar à imprensa, renovando seu apelo ao presidente para que não o entregue a nenhuma entidade estrangeira. Ronald dela Rosa em transmissão em rede social Facebook / Reprodução Segundo testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters, além de policiais, cerca de dez militares portando rifles foram vistos no local e, quando os tiros começaram, as pessoas foram orientadas a correr para se proteger. O presidente do Senado, Alan Cayetano, confirmou o tiroteio e se pronunciou sobre a situação de Ronald dela Rosa, o defendendo: "Há um acordo sobre a situação do senador Dela Rosa, baseado na palavra de que o Senado não será violado. Nós não vamos abandoná-lo até que ele esgote todos os recursos legais". O secretário da casa, Mark Llandro Mendoza, disse a repórteres que todos no prédio estão vivos e seguros. O ministro do interior das Filipinas chegou ao local depois do incidente e afirmou que o objetivo da visita era proteger Dela Rosa e que ainda não se sabe quem foi responsável pelos tiros. "O senador está seguro. Ele está descansando em seu gabinete, com a garantia de que nenhum mandado de prisão será cumprido", garantiu. Em uma mensagem de vídeo, presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., afirmou que seu governo não teve envolvimento no incidente e que não havia nenhuma ordem para prender o senador: "Vamos chegar ao fundo disso". Imagens mostram perseguição a senador das Filipinas que teve ordem de prisão decretada A situação do senador, aliado de Rodrigo Duterte O Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmou que Rodrigo Duterte será julgado por crimes contra a humanidade no dia 23 de abril. Dela Rosa, que foi o principal executor de sua sangrenta "guerra às drogas", também foi condenado pelo tribunal. A decisão ocorreu após um painel de três juízes do TPI terem concluído que há "fundamentação suficiente" para acreditar que Duterte desempenhou um papel central nos assassinatos de 76 pessoas e na tentativa de assassinato de outras duas como parte de sua chamada "guerra às drogas" que, segundo promotores, matou milhares de civis nas Filipinas. A sessão do Senado de segunda, em que ele quase foi preso por policiais, foi a primeira a que ele compareceu desde novembro, última vez que havia sido visto em público. Ele nega qualquer envolvimento em homicídios ilegais. Rodrigo Duterte, ex-presidente das Filipinas, comparece à 1ª audiência no Tribunal em Haia Duterte, de 81 anos, está preso em Haia, na Holanda, desde março de 2025 e enfrenta acusações de homicídio. Com a conclusão dos juízes do tribunal nesta quinta, o ex-presidente filipino será encaminhado para o julgamento. Promotores disseram que Duterte criou, financiou e armou esquadrões da morte para identificar e matar supostos traficantes e usuários de drogas enquanto esteve no poder entre 2016 e 2022. Segundo a polícia, 6.200 pessoas foram mortas durante operações antidrogas que teriam terminado em tiroteios durante o governo Duterte. No entanto, ativistas dizem que o verdadeiro número de mortos foi muito maior, incluindo milhares de usuários de drogas em comunidades carentes — muitos deles marcados em "listas de observação" locais e mortos em circunstâncias misteriosas. Duterte sempre afirmou que instruiu a polícia a matar apenas em legítima defesa e tem defendido consistentemente a repressão. Militares em uniformes camuflados entram no prédio do Senado, onde o senador filipino Ronald dela Rosa — principal executor da guerra às drogas do ex-presidente Rodrigo Duterte — está sob custódia REUTERS/Eloisa Lopez Militares em uniformes camuflados entram no prédio do Senado, onde o senador filipino Ronald dela Rosa — principal executor da guerra às drogas do ex-presidente Rodrigo Duterte — está sob custódia REUTERS/Eloisa Lopez LEIA TAMBÉM: Mesmo preso, ex-presidente das Filipinas é eleito prefeito e tentará governar da cadeia VÍDEO: Duterte fala de olhos fechados em depoimento ao Tribunal Penal Internacional e alega doença Senador tropeça durante fuga Senado das Filipinas / Divulgação via REUTERS

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